segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Benefício das Atividades Físicas Engata Crescimento da Moda Fitness




 A grande demanda do consumo de roupa fitness está entrelaçado à conscientização sobre os  benefícios dos exercícios físicos, tanto para a saúde para alguns, quanto para a estética. A informação é da edição nº 45 da Performace Apparel Markets da Textiles Intelligence.

Outro fator está  ligado ao conforto desse tipo de vestuário, com as novas tecnologias desenvolvidas na fabricação de tecidos, que ajudam na realização das atividades físicas e na transpiração. Com isso, a busca por qualidade de vida tem impulsionado as vendas de roupas neste setor.

No Brasil, a perspectiva da moda fitness tem crescido bastante. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas e Serviços do Esporte (Abrese), o esporte tem movimentado cerca de R$ 65 bilhões ao ano, equivalente a 1,6% do PIB brasileiro. 

Para Diego Soares, 27 anos, gerente de uma loja de artigos esportivos de Fortaleza, a procura teve um aumento considerável nos últimos meses para esse setor. “A moda fitness hoje não é ligada somente em roupas de academias, aqui vem cliente de tudo que é esporte. Artes marciais, natação, enfim. Todos querem estar bem vestidos para praticar seus esportes. A moda é tanta que chegam clientes que compram uma calça legging e falam que é só para tirar umas fotos, ou só para dar uma corridinha perdida. E olha que essas roupas não são tão baratas."

A modelo Andreia Pinheiro, 20 anos (foto), fala que a procura por academia foi por conta de saúde. “Decidi mudar meu estilo de vida por questão de saúde mesmo, sou muito nova e já tinha colesterol alto e tendência a diabetes.” Para ela a paixão pela musculação foi tanta que possui um guarda-roupa bem variado de roupas para academia. Um bom look fitness, segundo ela, ajuda na motivação para fazer os exercícios.




Os Jovens Triatletas do Pici.

 Com o objetivo de promover a igualdade e a qualidade de vida das famílias em situação de exclusão e risco social, o Projeto de Triathlon do Pici, mediante a participação dos familiares de jovens atendido através de cursos, oficinas e palestras, além de tentar dar qualificação, busca trabalhar a cidadania e sua convivência na comunidade onde mora e dentro do ambiente escolar. Lázaro(14), que tem uma rotina bastante ativa e mesmo assim não deixa de frequentar o esporte, é um exemplo dessa triste realidade, assim como Douglas(14), outro garoto que está aproveitando as chances que o esporte lhe traz.

A Federação de Triathlon do Estado Ceará, que cuida do Projeto, foi criada oficialmente no dia 12 de abril de 1994, tendo como seu primeiro presidente o Sr. José Raimundo Figueiredo Filho. Em 2004, com a presidência de Fátima Figueiredo, apareceu a ideia da criação de projetos sociais com quais houve um crescimento no número de atletas iniciantes e, consequentemente, aumentando interesse de outros atletas oriundos da natação e ciclismo que voltaram suas atividades para o Triathlon.

Com seis núcleos distribuídos em Fortaleza para atletas de 8 a 18 anos a Federação iniciou seus trabalhos nos bairros: Praia do Futuro, Pici, Jose Walter, Barra do Ceará, Aerolândia e adjacências e Centro. E atualmente a Federação está conseguindo deixar em funcionamento os núcleos da Praia do Futuro, José Walter, Pici, Choró (no interior do estado), atletas que se destacam são levados para o NAR (Núcleo de Alto Rendimento) da Fetriece.







Estela Melchiori, formada em Educação Física pela UNESP - Rio Claro é uma das professoras que está semanalmente junto destas crianças e adolescentes acompanhando de perto todos os desafios enfrentados por cada realidade específica que está no projeto.

Cada jovem desses que vem participar do projeto, é menos um lá fora para nos assaltar”, concluí Estela.

Por: Thiago e Alexandre





O esporte em parceria com a esperança: aliados para um futuro melhor

A Federação de Triathlon do Estado Ceará, responsável pelo Projeto Social sediado na UFC, no Campus do Pici, recebe crianças carentes de diversas regiões, como Douglas Rafael e Lázaro de Oliveira da Silva, ambos com 14 anos e moradores das redondezas da UFC. 

Lázaro frequenta o projeto desde 2010. Gostou do primeiro dia e não parou de ir até então. Atualmente, realiza atividades no projeto com alguns meninos no período da manhã, e, durante da tarde, treina sua modalidade de competição. No período da noite, estuda no Colégio Ari Braga. Todo dia acorda meia noite para ir trabalhar na feira da madrugada e o que recebe é para ajudar em casa.


Depois que entrou para o grupo de triathlon, Lázaro reparou em muitas mudanças. Tinha uma vida sedentária e passou a levar a atividade física a sério, treina todo dia. Mesmo com a rotina cheia de tarefas, não se sente cansado e ainda consegue ter um bom desempenho na escola: "para mim, é normal tirar nota boa", afirma o menino.

Batalhador desde cedo, sente dificuldade de sonhar com um futuro melhor. Apesar das dificuldades, e com o apoio de sua mãe que cuida dele e de quatro filhos mais novos, quer continuar no projeto. Pensa muito em se tornar um atleta profissional e conclui: "isso é tudo o que tenho na minha vida, preciso aproveitar essa oportunidade".

Douglas é um dos jovens beneficiados pelo Triatlon em Fortaleza

O esporte é um das grandes chances de se conseguir ter um futuro melhor, não só como atleta, mas pelos ensinamentos de discplina e trabalho em equipe que são dadas. A história pode parecer piegas, mas não pode ser descartada e, é esse é o caso de Douglas Rafael, 14 anos, morador do Demócrito Rocha.

O garoto é um dos beneficiados do projeto de triatlon da Universidade Federal do Ceará (UFC), organizado pela Federação Cearense da modalidade, a Fetriece. Para o jovem, praticar a modalidade é uma oportunidade de crescer e não se envolver em riscos que a sociedade apresenta principalmente para moradores da periferia de Fortaleza.

Desde os 10 anos no esporte, Douglas afirma que, no início, a natação era o seu ponto fraco, mas mesmo assim os professores deram uma chance para o garoto ir se aperfeiçoando no esporte. Desde então, ele treina em dias alternados, natação, corrida e bicicleta, os três pilares que o triatlon abrange. Douglas comentou ainda que não tinha entusiamo para começar no esporte.

Porém, com várias insistências de colegas que já estavam no projeto, o menino resolver ceder a "pressão" dos amigos. "No começo eu não estava fim de participar, mas resolvi tentar. No começo não nadava bem, mas com o tempo fui melhorando e na minha primeira competição consegui o 6º lugar", comemora.

Agora o jovem dedica junto com seus estudos no colégio Joaquim Alves, no bairro Demócrito, o tempo para os treinamentos e as futuras competições. Pela manhã o menino estuda e logo às 14h ele vai para a UFC e fica até por volta das 16h.

O incentivo familiar também é outro aspecto positivo na vida de Douglas. O triatleta tem um irmão mais velho que pratica o esporte e recebe o apoio dos pais que não deixam ele faltar um dia de treino.
"Meus pais pedem para eu sempre ir aos treinos para participar de competições, melhorar no ranking e para ir a um nível nacional e até internacional", relata o jovem.

O triatleta afirmou que a rotina é puxada mas que vale a pena para o futuro no esporte.
 

Incentivo ao pedal

Fortaleza incentiva o uso de meio de transporte alternativo, a bicicleta. 

           Acordar em uma manhã de domingo ou mesmo na segunda-feira, pedalar para manter a forma do corpo, para ir ao trabalho ou simplesmente para um passeio ao ar livre, é isso que as novas ciclovias de Fortaleza têm possibilitado aos ciclistas.

         O Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI) está em processo de finalização. Várias ruas e avenidas da Cidade ganharam uma nova faixa, desta vez, destinada às bicicletas que hoje têm sido um meio de transporte bastante utilizado por jovens e adultos. 
 
         A primeira ciclovia do mundo surgiu em Paris no ano de 1862, o intuito da prefeitura da época era criar um espaço destinado somente às bicicletas e que elas não precisassem transitar junto com as carroças e as charretes. Nos anos 30 do século passado houve uma popularização na Alemanha. 


         Hoje existem ciclovias espalhadas pelo mundo todo. Com a dificuldade de transitar de carro, com o sistema público de transporte precário e o trânsito das grandes cidades parado, as faixas destinadas a bicicletas têm sido muito útil na atualidade. Paulo Pacheco, 53, afirma ter adorado essas novas mudanças nas vias de Fortaleza. Todas as segundas-feiras, reúne-se com o grupo de 70 pessoas e pedala por quilômetros. “Ainda falta muita ciclovia para ser construída, sinto falta de mais faixas destinadas a isso.“


         A previsão do término de obras destinadas a ciclovia é para o final deste ano. O Sistema de Bicicletas Compartilhadas, iniciativa do Programa de Ações Imediatas de Trânsito e Transporte (PAITT), inaugura as primeiras estações ainda no mês de outubro. Juntos os dois projetos têm como ideia incentivar o uso deste meio de transporte alternativo.