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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Obsolescência programada é lucro para as empresas e desrespeito ao consumidor


Quem é usuário de aparelhos eletrônicos, principalmente dos smartphones, vive um drama com relação ao tempo de vida dos objetos: a obsolescência programada é uma tática mercadológica que, mesmo sendo moralmente errada, aumenta as vendas e o lucro das empresas. Dessa forma, o cliente é forçado à aceitá-la se quer ter o produto. Mas o que seria a obsolescência programada?

Essa jogada de marketing consiste em dois métodos, onde o primeiro é sempre lançar novas versões dos produtos, alegando serem mais "avançadas", para induzirem a compra do consumidor, porém fazendo isso num curto período de tempo entre um lançamento e outro. Já a segunda forma é, na produção do objeto, fazê-lo ter um "período de validade" marcado pela própria empresa e não pela vida útil real do produto. Dessa forma, após alguns meses ou anos, o aparelho simplesmente para de funcionar e o cliente é obrigado a comprar um novo. Essa tática aquece e acelera o mercado, mas é maléfica à quem está comprando.
De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), em pesquisa realizada no início do ano, 91% dos usuários de celulares e smartphones já tiverem outro aparelho do tipo e a média de tempo para descarte é de 2,6 anos, a mais baixa dentre todos os produtos avaliados, como fogão e computador. Os celulares são os únicos aparelhos que a taxa de pessoas que guardam depois de parar de usá-lo é a maior, com 41% dos usuários preferindo mantê-los em casa. Da mesma forma, o número de pessoas que descartam o aparelho também é bastante alto: 13% dos entrevistados. O dado que mais preocupa é o de onde os smartphones são descartados: 38,5% dos consumidores jogam seus celulares no lixo comum.
O tema da obsolescência programada sempre esteve em pauta, mas com a popularização dos smartphones ele voltou a ser debatido realmente. No caso dos "celulares inteligentes", as empresas sempre lançam novas versões de seus aparelhos. Entre o novo modelo e o velho não mudam muitas coisas, mas a necessidade do consumidor de ter o aparelho de última linha ou com um serviço específico o faz querer a nova versão, mesmo que tenha comprado a antiga à poucos meses. Isso gera uma produção exacerbada, um consumo exacerbado e, por fim, um descarte exacerbado, gerando milhares de aparelhos que "não possuem mais utilidade" por meros detalhes.
Com razão, os consumidores estão cada vez mais contrários à essa prática. Para o usuário Davi Joventino, que já possuiu mais de três celulares, de marcas diferentes, no último ano, a prática é um desrespeito para quem sustenta a empresa, que é o próprio comprador. "O produto é de qualidade comprovada, mas eles acabam utilizando esse ponto positivo para ludibriar o consumidor", disse o usuário. Segundo ele, faz parte do mercado capitalista, mas é exploratório. 


por André Nina 

Drones já são realidade entre usuários comuns


Os drones são teoricamente qualquer tipo de aeronave que não necessita de piloto, sendo controlados por controle remoto via rádio. Estes equipamentos são utilizados e ganharam notoriedade por realizarem trabalhos pesados e de difícil acesso, além de serem bastante úteis em serviços militares e de vigilância. Também podem ser usados por fotógrafos, cinegrafistas, para limpeza de materiais radioativos etc.

Os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT) foram utilizados pela primeiras vez pelos Estados Unidos em 1959, através de missões espiãs. Porém, a Força Aérea do país só admitiu tal tipo de programa nos anos 1970. O Governo americano informou que a invasão no Afeganistão em 2001 ocorreu com o uso de drones carregados com armas, e continuam sendo utilizados no Oriente Médio, também sob o comando da Otan.
Modelo de R$ 3,500, encontrado em loja de tecnologia
Apesar do seu uso militar, essa tecnologia conquistou usuários comuns e é hoje frequentemente requisitada em matérias jornalísticas, casamentos, eventos esportivos, entre outros. Os drones por vezes também funcionam para entregar suprimentos e alimentos na África, em missões humanitárias. No Brasil, são encontrados em lojas específicas de tecnologia, com valores que variam entre R$ 2 mil e R$ 15 mil.

Como exemplo da importância que essas ferramentas podem exercer, está a utilização do aparelho no acidente de Fukushima (Japão), quando responsáveis mandaram um T-Hawk, drone equipado com câmeras, para compreenderem a profundidade do problema existente nos reatores danificados pelo acidente. 

No país, as vendas crescem rapidamente entre pessoas comuns, o que aumentou a dúvida acerca de sua regulamentação. Um drone sobre multidões pode significar risco e algumas de suas atividades podem distorcer os conceitos de privacidade. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já demonstrou interesse em uma legislação que resolva os possíveis problemas e perigos do uso comercial. A França é um dos poucos países que já elaborou normas para tal questão, fixando regras que cobrem os problemas de voar sobre multidões, ruas e meio urbano em geral, por exemplo.

O projeto da Anac prevê a classificação de drones em três categorias, por peso: 150 quilos ou mais (Classe 1), 25 a 150 quilos (Classe 2) e até 25 quilos (Classe 3). Ainda há possibilidade de subcategorias. As características da operação também devem ser fiscalizadas, observando altitude, se está em área confinada, em alcance visual, se é voo noturno etc. 

por Pedro Lopes

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

SKYPE - DEZ ANOS DE UMA REVOLUÇÃO NA COMUNICAÇÃO

Por Paulo Victor Mascarenhas

            Com dez anos de existência completados em 29 de agosto, o serviço de comunicação Skype já conta com 300 milhões de usuários cadastrados, que fazem dois bilhões de minutos de chamadas em vídeo on-line diariamente. O serviço já está tão infiltrado na vida das pessoas que o verbo "to skype" (fazer uma chamada pelo Skype) já foi incorporado aos países de língua inglesa. Ninguém teria previsto o imenso alcance da ferramenta criada pelo escandinavo Niklas Zennström e o dinamarquês Janus Friis, dupla também responsável pela criação do Kazaa, antigo programa de compartilhamento de arquivos muito popular na década passada. A ideia, segundo os próprios, era "oferecer comunicação de voz de alta qualidade a qualquer um com conexão de internet em qualquer lugar do planeta".  A primeira chamada por Skype de um computador aconteceu em abril de 2003 na Estônia, mas foi apenas em 29 de agosto daquele ano que a primeira versão beta do programa foi lançada.
            O Skype não foi o pioneiro em chamadas internacionais, incluindo as de vídeo, mas causou uma revolução de alta definição, pois as chamadas baratas que se faziam antes pela internet eram de baixa qualidade. O Skype permite que os usuários realizem chamadas entre o Skype e um telefone fixo ou móvel, além de conferências. O programa foi capaz de se adaptar às mudanças que ocorreram com a evolução dos meios de comunicação, conseguindo sobreviver enquanto outros programas e site do tipo desapareceram. O Skype adaptou-se a outras plataformas além do computador, também estando disponível em versões para smartphone, tablet e até mesmo para a televisão. O Skype é um dos aplicativos mais baixados para smartphones e tablets, 50% dos novos usuários que chegam a cada mês são móveis.
            No entanto, especialistas também apresentam desvantagens do programa. A questão da segurança e da privacidade dos usuários é controversa, pois todos os seus dados ficam disponibilizados para a empresa.

            Em uma década o Skype evoluiu bastante e hoje possui outras funções. Além de realizar chamadas (com previsão para a inclusão de chamadas em 3D), o programa também disponibiliza jogos, integração com redes sociais e diversas ferramentas para que os usuários possam personalizar suas chamadas.

O Skype já engloba diversas funções e está em constante evolução. Confira 10 curiosidades sobre esse programa e sua funcionalidade.

Dez curiosidades do skype from Renato Ferr

Mais informações podem ser encontradas no site oficial do programa. 

SKYPE COMEMORA 10 ANOS COM PIONEIRISMO TECNOLÓGICO E CONSTANTES MUDANÇAS

O programa já conta com mais de 300 milhões de usuários e planeja chamada 3D para futuro próximo

Por Rudá Barreira

O Skype, hoje o maior programa de chamadas de áudio e vídeo do mundo, completou 10 anos na quinta-feira, dia 29 de agosto. A companhia, recentemente adquirida pela gigante Microsoft por US$ 8,5 bilhões, aproveitou a data para divulgar um infográfico com números e informações grandiosas, como a marca de 300 milhões de usuários alcançados.

A empresa segue em franco crescimento devido a uma junção de bons atributos. O compromisso é com a funcionalidade do programa, que oferece desde chamadas a baixo custo para qualquer número ao redor do mundo, até salas de videoconferência para uma quantidade máxima de 10 membros. O interesse por novas funções está diretamente ligado ao pioneirismo tecnológico, como a disponibilização de chamadas em Full HD e o projeto anunciado para chamadas em 3D.

O Skype foi fundado em agosto de 2003, por Niklas Zennstrom e Janus Friis, em Luxemburgo. Surgido como tantos outros programas, como uma promessa de mercado, a empresa se consolidou rapidamente e foi comprada pelo eBay em 2005, por US$ 3,1 bilhões. Nesse mesmo ano incluiria as chamadas de vídeo em suas funções.

O período em que passou pelas mãos do eBay foi turbulento e contou com momentos de descrédito e conflito com os fundadores. A turbulência teve fim em 2008, quando Josh Silverman assumiu o controle da empresa e redirecionou seu foco, dando início à busca pelo aprimoramento da qualidade das chamadas de vídeo.

A mudança de foco se mostrou acertada e passou a ser o diferencial do programa, que no ano seguinte traria mais mudanças. Uma parcela de 70% da companhia foi vendia a investidores privados, incluindo 14% adquiridos pelos fundadores. No mesmo ano, o Skype lançou versões para iOS e Android, ampliando seu campo de atuação. Foi lançado também o serviço de chamadas em alta definição e em tela cheia.

Em 2010, a companhia lançou suas ações na bolsa de valores, e conseguiu levantar US$ 100 milhões na oferta inicial. Perpetuando o sucesso adquirido, o programa lançou no mesmo ano aplicações como a conferência em vídeo para até quatro pessoas.Foi lançada também uma atualização no aplicativo para iPhone que passou a permitir chamadas com a utilização de 3G, o que ampliou em muito seu campo de atuação.

O último grande momento de transição ocorreu em 2011, com a aquisição do Skype pela Microsoft por US$ 8,5 bilhões. A compra teve por finalidade permitir à Microsoft que utilizasse e resguardasse a seus produtos o pioneirismo tecnológico nos serviços de chamada de vídeo e áudio.

Nos últimos dois anos o Skype manteve sua tradição de inovação tecnológica e lançou o sistema de chamadas em Full HD, em fevereiro de 2012. Além disso, o anúncio de que uma divisão da companhia estuda a implantação de chamadas 3D ao serviço foi dado juntamente às celebrações de 10 anos da empresa. 

Infográfico: Rudá Barreira


Opinião

Entrevistado: Daniel Capelo Borges
Por Flávia Oliveira, via Skype

Qualidade, baixo custo e praticidade. Esses conceitos foram utilizados por Daniel Capelo Borges diversas vezes ao falar do Skype. Mestre em redes de computadores, ele leciona as disciplinas de sistemas operacionais, segurança de sistemas e redes de computadores no curso de Sistemas de Informação da Faculdade Sete de Setembro – FA7.
Usuário do programa desde que passou temporada de estudos no Canadá, Daniel conversava com a família de forma mais eficiente e barata via Skype do que se utilizasse os serviços das telefônicas. Desde então, realiza entrevistas e conversa com colegas no exterior a partir da ferramenta.
Sobre os 10 anos do Skype, Daniel fala não somente sobre os benefícios do programa, mas também sobre as atuais limitações. Diante dos recentes escândalos envolvendo espionagem eletrônica por parte do governo americano, o professor foi claro em dizer que cotidianamente nossos dados estão à disposição de grandes empresas, e que conversas via Skype também não estão seguras.
Ao longo da conversa, Daniel fala do descrédito no propagado recurso de videochamadas em 3D anunciado pela companhia desenvolvedora, além de ressaltar os benefícios da convergência de aplicações e perspectivas para o futuro do programa utilizado desde 2003 e que já possui mais de 300 milhões de usuários no mundo todo.



Entrevista via Skype from Flávia Oliveira.