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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Multas já estão sendo aplicadas nas faixas exclusivas de ônibus

No binário das avenidas Dom Luís e Santos Dumont foram constatadas 5.077 irregularidades durante o período de adaptação
 Por Janaina Flor

Desde a última quinta-feira (10) a multa no valor de R$ 53,20 para motoristas que transitarem na faixa exclusiva de ônibus está sendo aplicada.  Veículos particulares só podem transitar na faixa por 100 metros quando forem fazer conversão à direita ou acessar um estabelecimento. 

Durante o período de adaptação foram registradas, em média, 362 notificações diárias nas duas avenidas por onde passam 28 linhas de ônibus. O objetivo na implantação dessas faixas é diminuir o tempo de deslocamento dos passageiros e aumentaram em até 40%, a aumentar a velocidade de circulação.


Segundo o Prefeito Roberto Claudio, “As faixas aumentarão a fluidez do trânsito, dando prioridade ao transporte público na cidade. Somada ao Bilhete Único e à integração entre ônibus e vans, essa ação acabará gerando uma nova demanda para os ônibus em Fortaleza”.

Mais obras do PAITT
As faixas exclusivas são iniciativa do Plano de Ações Imediatas de Trânsito e Transporte (PAITT), que até julho de 2015 pretende implantar mais de 122 km de faixas para circulação de ônibus, vans e táxis.
Entre as avenidas que serão beneficiadas está a Avenida Alberto Craveiro, uma das iniciativas deixadas pelas obras de mobilidade urbana da Copa do Mundo.


Além das faixas exclusivas, é de responsabilidade do órgão a viabilização de ciclovias e a requalificação da Praça Portugal, que prevê a construção de um cruzamento sobre a área, dividindo o espaço em quatro praças menores.

SERVIÇO:

Faixas exclusivas de ônibus, vans e táxis funcionam:
Em dias úteis das 5h às 21h
Aos sábados das 5h às 16
O tráfego é livre em domingos e feriados

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Vigilância na Internet: Uma Fronteira da Liberdade Virtual



          Muito se fala a respeito de Internet, esta ferramenta recente que veio com o argumento de revolucionar a vida moderna e que hoje está inserida no cotidiano de nossa sociedade, apresentando-se como indispensável e inaugurando a chamada era virtual. Como toda ferramenta, a Internet também possui os seus pontos negativos e entre estes podemos destacar a falsa liberdade que este meio nos oferece.
          Fazemos o uso desta rede que permite nos ligarmos ao mundo e termos o acesso aos mais diversos conteúdos, entretanto pagamos um preço alto, nos encontramos a mercê de uma vigilância constante que parte das grandes corporações ligadas à internet, estas que detém o poder das informações dentro do ambiente virtual.
          Tudo que fazemos na web fica registrado em centros de informações, assim a liberdade virtual e a privacidade que acreditamos ter neste ambiente mostra-se apenas como uma mera ilusão. Nossos dados de navegação estão em poder das grandes corporações, estas que facilmente conseguem identificar perfis e traçar estratégias para persuadir seus internautas, influenciando desta forma também no comportamento em sociedade.
          Contudo, podemos acrescentar ainda o poder exercido pelos Governos em todo mundo, estes que por meios judiciais também exercem da vigilância na web para nos monitorar, argumentando que esta ação é importante para combater crimes. Assim, é visto o estado de controle do qual nos submetemos ao fazer uso da internet, não se pode negar a importância desta que possui tanta funcionalidade, mas também não se pode desconsiderar a vigilância constante da qual nos encontramos expostos, esta que impede a real privacidade e liberdade no mundo virtual. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Justiça dos EUA obriga Twitter a fornecer dados de usuários ao governo



O juiz federal dos EUA, Liam O’Grady, manteve uma determinação de dezembro de 2010 para que o Twitter forneça informações de usuários a promotores. Advogados de defesa de três internautas que têm contas no Twitter, todos eles com alguma conexão com o site WikiLeaks, argumentaram que forçar o microblog a cooperar com a investigação fornecendo dados é uma invasão de privacidade e prejudica o direito à liberdade de expressão dos usuários.

Segundo os promotores, a lei federal conhecida como Ato de Comunicações Armazenadas permite, especificamente, que eles tenham acesso a informações como uma ferramenta investigativa de rotina. A lei em questão permite que promotores obtenham determinados dados eletrônicos sem um mandado de busca ou uma demonstração de causa provável. Em vez disso, o governo precisa apenas mostrar que há uma crença razoável para que os registros sejam relevantes para uma investigação criminal em curso.

A ordem da corte não busca o conteúdo dos tweets dos usuários, mas sim os endereços de IP associados às contas. Organizações que defendem e protegem os usuários do Twitter, como a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, sigla em inglês) e a Electronic Frontier Foundation, alegam que o governo pode usar estes endereços como ferramenta de rastreamento virtual para encontrar a localização física dele.

Liberdade de expressão e privacidade

Os advogados de defesa dos usuários acreditam que outros sites também foram alvos de ordens semelhantes, mas o juiz O’Grady não respondeu, afirmando que a legislação garante ao governo manter essa informação em sigilo. Para Aden Fine, advogado da ACLU, está havendo excesso por parte do Estado. “O governo não deveria ter permissão sobre a comunicação via internet de indivíduos sem um mandado e certamente não deveria poder fazer isto em segredo”. A ACLU representa um dos três requerentes da ação atual, que questiona a decisão de dezembro de 2010.

Fonte: http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=744341

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Solidão conectada

Por: Ana Ximenes, Anderson Paixão e Filipe Queiroga

A cada dia estamos mais inquietos e impacientes quanto ao tempo. Não sabemos esperar e, quando se trata de uma atividade repleta de imediatismo, essa espera se torna ainda mais insuportável.

Uma pesquisa realizada pela Associação Psiquiátrica Americana, feita com estudantes americanos, revela que, quando impedidos de acessar a internet e as diferentes mídias sociais por mais de 24 horas, eles manifestam a abstinência semelhante à de uso de drogas ou álcool.

Os jovens descrevem como odeiam o isolamento. Alguns deles publicaram em seus blogs que a angústia foi semelhante à experiência de perder amigos e familiares por morte. Outros reconheceram a incapacidade de ficar sem o mundo virtual e que eram dependentes daquele “espaço”.

Outro estudo, realizado por psicólogos da Universidade de Leeds, revelou que as pessoas consideradas viciadas em internet são cinco vezes mais deprimidas. O estudo ressaltou que o uso excessivo da internet está associado à depressão, mas o que não se sabe é o que vem primeiro - se as pessoas deprimidas são atraídas para a internet ou se a internet causa depressão.

“Você nunca fica só o celular é seu melhor amigo” – Zeca Baleiro

A possibilidade de ser ouvido e visto por milhares de pessoas, além de controlar o que vai ser mostrado, é bastante tentadora e faz com que os jovens entrem de cabeça e corpo inteiro nesse mundo virtual, fazendo dele seu pilar vital. Muitos jovens, não contentes somente com o espaço que uma rede social ou um blog pode trazer, vão mais além e criam seu próprio espaço, onde demonstram, além de seus textos e falas, suas imagens, vozes e cores.

Dessa forma o mundo real fica esquecido e se esquece do indivíduo, o tornando cada vez mais individualista. Esse individualismo domina não só a realidade esquecida, mas também o espaço em rede, que trabalha como ferramenta para crescimento desse processo. As redes sociais, blogs pessoais, jogos, tudo favorece para que o indivíduo seja cada vez mais autossuficiente, e acredite cada vez mais que não necessita do outro.

Essa construção diária de jovens impacientes e sozinhos constrói uma comunidade de solitários que só encontram auxilio e companhia na internet. Procuram e encontram, porque lá também existem milhares de outros solitários. Dessa forma, a solidão interativa é construída. O pilar? A internet. O objetivo? Ser menos sozinho. O lugar? Ele não existe.

Como saber se você está viciado em internet


1. A qualquer hora do dia você entra para ver seu e-mail, mesmo em horário de trabalho?

2. A cada e-mail recebido você vibra como se fosse um torcedor de algum jogo?

3. A sua lista do Messenger e Orkut tem mais amigos que a vida real?

4. Você perde noites e noites teclando e navegando sites afora?

5. Ao escrever você escreve como se estivesse conversando em uma sala de chat?

6. Está sempre navegando em sites pornográficos ou em busca de parceiros sexuais?

7. Sente-se confuso quando não tem acesso ao MSN, Orkut e outras mídias sociais?

8. Seus compromissos sociais, profissionais, familiares e acadêmicos são trocados pelo mundo virtual?

• Se as respostas foram sim para mais da metade das perguntas, muito cuidado! Você pode estar viciado em internet.


Depofatos


“As pessoas tem a impressão devido aos contatos estarem presentes sempre na rede, tem a impressão de estarem conversando quando na verdade, elas estão se isolando do verdadeiro mundo que existe” Jackson Cruz, estudante de Jornalismo


“Não acho que internet afaste as pessoas, pelo contrário, ela une, é lá que você encontra pessoas que não vê faz tempo, e lá elas estão em constante interação, pode ser uma maquina, mas quem opera é um ser humano. É lá onde elas não se sentem solitárias.” Camila Verino, Designer de Interiores


“A internet afasta sim, porque deixamos nossa vida real para estar em frente ao computador, e não medimos o tempo disso” Bruna Seixas, estudante.


“A internet é uma boa ferramenta de pesquisa e pode ser usada também para fazer com que pessoas que não se viam há muito tempo se reencontrem. Mas não acredito que isso possa ser considerado uma forma de contato equivalente ao contato pessoalmente. E a internet usada em excesso, de certa forma, também afasta as pessoas, como nas relações de pais e filhos. Então considero que torna as pessoas solitárias porque a maioria de nossas atividades são feitas em espaços fora da internet (faculdade, trabalho) e se a pessoa só tem amigos virtuais... ela se torna alguém solitário” Camille Borges, estudante de Psicologia.

Dados de usuários são vendidos ou roubados na internet

Por Cícero Lacera, Fernanda Brandão, Rones Maciel

Você é daqueles que preenche todos os dados que lhe são solicitados durante o processo de criação de uma conta na internet? Ou, usa senha de bancos em espaços públicos como Lan Houses? Saiba que suas informações podem está sendo vendidas ou repassadas a terceiros.

Caso de roubo de dados como senhas de cartão e endereço postal são constante na rede mundial de computadores. Em abril deste ano, o Portal G1 noticiou que cerca de 77 milhões de usuários do PS3 da Sony foram afetados em ataque de hacker.

A PlayStation Network (PSN), ficou fora do ar por conta de um ataque hacker que comprometeu toda a estrutura criada pela Sony. Segundo a empresa, foram roubados dados de jogadores como nome completo, endereço e informações de cartão de crédito.

Em comunicado, a Sony confirmou o roubo de dados e pediu a "extrema cautela" de seus usuários, que devem realizar algumas ações para minimizar possíveis danos.

Veja nesta reportagem os cuidados que são precisos para não cair em certas armadilhas na rede, especialmente quando você acessa a internet em lugares públicos, como em Lan houses. Dicas: Usar senhas erradas no primeiro acesso. Fazer logout ao finalizar seus email ou outras contas na rede. E nunca acessar conta de bancos.


www.youtube.com

A vigilância na internet não se prende só a isso. As empresas administradoras e provedores também podem está usando seus dados para fins comerciais. As empresas não dizem ‘sim’ ‘ nem ‘não’, quando questionadas. Elas também não deixam claro em seus Contratos de privacidade sobre essa comercialização.

A Google , por exemplo, em seu contrato de Política de Privacidade, garante que todos os dados de seus usuários são guardados com as devidas garantias e segurança. Ela afirma que ao assinar o contrato, os dados do usuário poderão ser repassados a parceiros da Google.

Porém, a empresa não diz que o usuário se beneficiará dos lucros gerados com o repasse dos seus dados a terceiros. O que deveria ser indicado no contrato para ambas às partes, fica a caráter de interpretação da justiça, favorecendo na maioria das vezes, a empresa administradora.


O velho ditado “prevenir é melhor que remediar” ainda continua valendo. Fique de olho e tome todos os cuidados ao fornecer seus dados na internet. Além de ler, com atenção a Política de Privacidade da empresa para evitar surpresinhas desagradáveis.



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